As maiores tradings de grãos e oleaginosas

Um pequeno grupo de tradings compra grande parte dos grãos e oleaginosas do mundo de produtores e armazéns, estoca, embarca pelos oceanos e esmaga soja e colza para produzir óleo e farelo. Estas são as dez maiores por receita no último exercício:

PosiçãoEmpresaSedeReceita (US$ bi)Ano
1CargillEUAEUA154,02024/25
2ADMEUAEUA80,32025
3Wilmar InternationalSingapuraSingapura70,42025
4BungeEUAEUA70,32025
5Louis Dreyfus CompanyPaíses BaixosPaíses Baixos53,22025
6COFCO InternationalSuíça (estatal chinesa)Suíça (estatal chinesa)38,52024
7CHSEUAEUA35,52024/25
8Olam AgriSingapuraSingapuraaprox. 27,62025
9The AndersonsEUAEUA11,02025
10ScoularEUAEUAaprox. 8,02023/24

Receita do grupo no último exercício divulgado; 2024/25 é um exercício encerrado em 2025. Em grupos diversificados como Cargill, Wilmar e CHS, inclui outros negócios (carne, açúcar, combustíveis). Olam Agri convertida de dólares de Singapura; a Scoular é de capital fechado e divulga apenas um valor aproximado. Fontes: resultados anuais das empresas.

As dez empresas em resumo

Cargill

Fundada em 1865 em Iowa e sediada em Minnesota, a Cargill é a maior empresa de capital fechado dos Estados Unidos; as famílias Cargill e MacMillan detêm a maior parte. Além de comercializar e armazenar grãos e oleaginosas, processa oleaginosas, fabrica ração e ingredientes alimentícios e é um dos maiores frigoríficos de carne bovina dos EUA.

ADM

A Archer Daniels Midland nasceu em 1902 como fabricante de óleo de linhaça em Minneapolis; hoje tem ações em Nova York e sede em Chicago. Compra grãos por uma ampla rede de armazéns e terminais fluviais nos EUA e transforma soja e milho em óleo, farelo, adoçantes, etanol e ingredientes. A ADM também detém cerca de um quinto da Wilmar.

Wilmar International

Fundada em Singapura em 1991 e listada lá, a Wilmar é a maior processadora e trading de óleo de palma do mundo e grande esmagadora de soja na China, onde a subsidiária Yihai Kerry Arawana vende óleo, arroz e farinha com marcas próprias. Também tem usinas de açúcar na Austrália e na Indonésia.

Bunge

Fundada em Amsterdã em 1818, a Bunge hoje é registrada na Suíça e dirigida de St. Louis. É a maior processadora de oleaginosas do mundo e, com a compra da trading canadense-suíça Viterra em julho de 2025, tornou-se também uma das maiores tradings de grãos.

Louis Dreyfus Company

Fundada na Alsácia em 1851 e sediada em Roterdã, a LDC é controlada pela família Louis-Dreyfus; a holding estatal ADQ, de Abu Dhabi, comprou 45% em 2021. Além de grãos e oleaginosas, é grande trading de café, algodão, açúcar, arroz e suco de laranja.

COFCO International

O braço internacional do grupo alimentar estatal chinês COFCO fica em Genebra e foi formado entre 2014 e 2017 com a compra da trading holandesa Nidera e do negócio agrícola da Noble Group. Compra grandes volumes de soja e milho no Brasil e na Argentina, boa parte para a China.

CHS

A CHS, sediada em Minnesota, é a maior cooperativa agrícola dos Estados Unidos, de propriedade de produtores e cooperativas locais. Além da comercialização de grãos e terminais de exportação, fornece fertilizantes e defensivos e opera duas refinarias de petróleo que vendem combustível com a marca Cenex.

Olam Agri

A Olam Agri, sediada em Singapura, reúne os negócios de grãos, óleos comestíveis, arroz e algodão separados do grupo Olam, que começou em 1989 como exportador de castanha de caju na Nigéria. Sua maior força está na África, onde tem moinhos de trigo e distribuição de arroz. Desde 2025, 80% pertencem à investidora estatal saudita SALIC.

The Andersons

Fundada em 1947 em Maumee (Ohio) e listada na Nasdaq, a The Andersons opera armazéns de grãos no Cinturão do Milho dos EUA e no Canadá, comercializa grãos e produz etanol. Também vende nutrientes vegetais a produtores e campos de golfe.

Scoular

Fundada em 1892 e sediada em Omaha (Nebraska), a Scoular pertence aos seus funcionários. Comercializa grãos e ingredientes para ração e alimentos, movimenta mais de um bilhão de bushels por ano e embarca para cerca de 80 países.

Como o negócio funciona

As tradings ganham com volume, logística e processamento, não com o nível de preços: compram em um lugar e momento, vendem em outro e protegem o risco de preço nas bolsas de futuros. A margem por tonelada é pequena, por isso o tamanho conta - silos, barcaças, terminais portuários, frete marítimo e esmagadoras em vários continentes. É por isso que a receita cai quando os preços agrícolas caem, como aconteceu com a maioria em 2024 e 2025, sem que tenham vendido menos grãos.

Por que são tão poucas

A escala reduz custos e distribui o risco entre as safras dos dois hemisférios, e o setor se concentra há décadas. O passo mais recente: a Bunge incorporou em julho de 2025 a Viterra, nascida do negócio de grãos da Glencore, após cerca de dois anos de análise das autoridades de concorrência. A COFCO International, controlada pelo grupo estatal chinês COFCO, cresceu com aquisições para garantir o abastecimento do maior importador do mundo.

O que isso significa para produtores e preços

Os preços mundiais se formam nas bolsas e em um mercado com muitos compradores; nenhuma trading os define sozinha. O tamanho pesa mais localmente: onde o produtor só alcança um ou dois armazéns ou esmagadoras, as ofertas deles definem a base local. Mais sobre os outros elos da cadeia em As maiores empresas do agronegócio.

Preços atuais do tema

Perguntas frequentes

Qual é a maior trading de grãos?
A Cargill, empresa familiar dos EUA, com cerca de US$ 154 bilhões de receita no exercício até maio de 2025 - valor que inclui também os negócios de carnes, alimentos e outros.
O que significa ABCD?
ADM, Bunge, Cargill e Louis Dreyfus, as quatro tradings que dominam o comércio internacional de grãos há décadas. Wilmar e COFCO International operam hoje em escala semelhante.